Matheus e seus incríveis chapéus em crochê

Hoje vamos conhecer um pouco do trabalho de um artesão que cria incríveis chapéus em crochê. O Matheus, que de chapeleiro maluco não tem nada, desenvolve peças autorais e personalizadas, verdadeiras obras de arte.

Matheus vive em Jundiaí, interior de São Paulo, onde participa de feiras de artesanato pela cidade. Diferente da maioria dos crocheteiros (as) que aprendem a técnica com suas mães e avós, o Matheus começou através de uma amiga da família, durante um churrasco em 2018, até então não havia tido tanto contato com o crochê, apesar de ser muito interessado em artesanato e arte de uma forma geral.

 

O crochê como um chamado

O crochê foi como um chamado, depois do primeiro contato, algo ressoou forte e o Matheus nunca mais parou. Levava o crochê como uma atividade paralela, até que em 2020 perdeu o emprego e o que parecia ser algo ruim, na verdade, foi o pontapé inicial para a realização de um sonho, a criação do @semnomeatelie.

“Decidi acreditar que era possível viver de crochê e de chapéu no Brasil.”
Matheus

A @semnomeatelie surgiu da necessidade de autoexpressão. Um espaço onde ele pudesse usar o tempo para criar algo proprietário, que saísse de dentro. Esse é o sentimento compartilhado por muitos artesãos, que tiram o sustento através de suas mãos, colocando suas paixões e talentos em cada peça produzida.

Desde criança sempre gostou de chapéus, queria ter uma coleção desse acessório e ficava incomodado por perceber que as chapelarias se tornavam algo cada vez mais raro. Foi por isso que se especializou e se tornou um chapeleiro.

“Acho que é uma peça (o chapéu) que traz diversas possibilidades e consegue retratar bem a personalidade de cada pessoa”.
Matheus

Inspiração e processo criativo

Os chapéus em crochê criados pelo Matheus são impressionantes, tanto pela estrutura, caimento, quanto pelos desenhos exclusivos. Costuma usar caderno quadriculado para criar as figuras, geralmente começa escolhendo as cores dos fios e a partir daí elege o tema da peça, mas na maioria das vezes faz direto no chapéu. Segundo ele, não espera a inspiração vir para começar a tecer, muitas vezes a ideia vem com o desenvolvimento do trabalho.

“Quanto a inspiração, a primeira coisa que faço é sempre tentar ir fazendo algo de diferente. Ter a busca pelo novo como força motriz…”
Matheus

Outra inspiração são os filmes e desenhos que gosta, ultimamente uma grande referência é o anime One Piece, que possui uma infinidade de chapéus e combinações de cores e roupas incríveis.

Em seu ateliê produz itens exclusivos, personalizados de acordo com os pedidos de seus clientes. Os seus chapéus levam em média dois dias para ficar pronto. Matheus afirma não ter um modelo preferido. Tem muito carinho por todos, afinal são o seu sustento e resultado da dedicação, pensamentos e sentimentos. Entretanto, as peças em fio conduzido com mais de três cores exigem muita dedicação, por isso, quando ficam prontas dão muita satisfação.

 

O crochê fala antes do gênero

O Matheus nos contou que já ouviu muitos comentários infelizes sobre o crochê ser atividade de mulheres idosas, como se isso fosse demérito, porém, não vivenciou situações de preconceito e seu gênero nunca o prejudicou. Por outro lado, faz uma ponderação: “acredito que se o artesão não estiver atento a essas questões, pode inclusive acabar usando do fato de ser homem para se promover”.

“Acredito que hoje meu trabalho fala antes do meu gênero e isso é algo que sempre busquei com o @semnomeatelie.”
Matheus

Segundo ele, sofreu discriminação por escolher ser artesão, pois, muitas pessoas não entendem o artesanato como uma profissão, uma carreira ou até como um trabalho de fato digno.

 

Fio preferido da Pingouin

O seu fio preferido da Pingouin é o eclético Bella, queridinho de muitos outros artesãos.

“Além de ser um ótimo fio de algodão, a paleta de cores é incrível e tem uma espessura extremamente versátil, tanto para peças mais leves, quanto para trabalhar em fio duplo/ triplo e chegar em peças com bastante estrutura.”

Conta pra gente, o que achou do trabalho do Matheus?

Se quiser conhecer outras histórias de homens que fazem tricô e crochê dê uma olhadinha no post que escrevemos sobre esse tema.

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6 comentários em “Matheus e seus incríveis chapéus em crochê”

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