Cora Coralina e Elis Regina, homenageadas na Coleção Mulheres Maravilhosas

Hoje vamos falar sobre a obra de Cora Coralina e Elis Regina, homenageadas na Coleção Mulheres Maravilhosas da Pingouin, duas brasileiras brilhantes, com personalidades fortes que deixaram um legado fascinante e tanto nos emocionam.

A poesia de Cora Coralina e a música de Elis Regina

 

Cora Coralina

Poetisa e contista brasileira, Cora Coralina estudou só até a terceira série do curso primário, começou a escrever poemas e contos aos 14 anos. Foi convida a participar da famosa Semana de Arte Moderna de 1922, mas o marido a proibiu.

“Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.”

Depois da morte dele, em 1934, Cora começou a fazer doces para sustentar os quatro filhos, dizem que era uma doceira de mão-cheia, nessa época a poesia era apenas um hobby. Em 1936 começa a escrever para o jornal de Andradina, cidade da qual foi vereadora. Em 1959, já com 70 anos, resolveu aprender datilografia, dessa maneira poderia preparar suas poesias para realizar o sonho de publicar um livro.

Finalmente, em 1965, aos 75 anos, Cora conseguiu lançar seu primeiro livro “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais” e, somente onze anos depois veio o segundo “Meu Livro de Cordel”. Entretanto, só ficou conhecida pelo grande público em 1980, depois de um elogio feito pelo poeta Carlos Drummond de Andrade.

“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos.”

Fazia poesia sobre o seu cotidiano e a realidade das mulheres em sua época, seus textos trazem afago e sabedoria, principalmente quando aborda questões femininas. Ainda em vida recebeu diversos prêmios e honrarias como o título de Doutor Honoris Causa da UFG, o “Prêmio Juca Pato” da União Brasileira dos Escritores com o livro “Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha”. Em 1984 foi nomeada para a Academia Goiânia de Letras, ocupando a cadeira nº. 38.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino de ser mãe.
Em ti está presente a humanidade!

Sua residência na cidade de Goiás se transformou no Museu Casa de Cora Coralina, conta com objetos pessoais, manuscritos, correspondência e muito mais. O museu é muito interessante, e o município onde está localizado é lindo, foi reconhecido em 2001 pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural Mundial por sua arquitetura barroca peculiar.

Obras de Cora Coralina

  • Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, poesia, 1965;
  • Meu Livro de Cordel, poesia, 1976;
  • Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha, poesia, 1983;
  • Estórias da Casa Velha da Ponte, contos, 1985;
  • Os Meninos Verdes, infantil, 1980;
  • Tesouro da Casa Velha, poesia, 1996 (obra póstuma);
  • A Moeda de Ouro Que um Pato Engoliu, infantil, 1999 (obra póstuma);
  • Vila Boa de Goiás, poesia, 2001 (obra póstuma);
  • O Pato Azul-Pombinho, infantil, 2001 (obra póstuma).

Como não se encantar com Cora Coralia? Suas sábias poesias nos emocionam e, sua trajetória de mulher batalhadora que nunca deixou de sonhar, nos ensina o valor da persistência.

Elis Regina

Foto: Leonardo Costa

Elis Regina é considerada uma das cantoras mais importante do Brasil, gaúcha, começou a cantar aos 11 anos na Rádio Farroupilha. Quando era apenas uma adolescente, com 16 anos, foi para o Rio de Janeiro e lançou seu primeiro disco, “Viva a Brotolândia”. Em 1965, aos 20 anos, estreou no festival da TV Excelsior com a música “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, recebeu o Prêmio Berimbau de Ouro e o Troféu Roquette Pinto. Três anos depois foi aclamada no Olympia de Paris, dando início a uma promissora carreira internacional.

Devido ao seu temperamento foi apelidada de Pimentinha. Elis influenciou diversos artistas, tinha uma personalidade forte, grande competência vocal e uma presença de palco marcante. Uma cantora eclética que transitou por diversos gêneros musicais e levou à fama alguns cantores importantes como Milton Nascimento, Fagner, João Bosco e Ivan Lins.

“Quando sou doce, sou doce. Senão, sou mais ardida que pimenta!”

Foto: Luiz Garrido

Diferente de Cora, Elis teve uma vida curta, morreu aos 36 anos, deixando três filhos:  João Marcello, Pedro Mariano e a cantora Maria Rita. Em menos de 20 anos de carreira, gravou 31 discos, onde imortalizou diversas músicas. Em 2013, a Revista Rolling Stone elegeu Elis como a melhor voz feminina da música brasileira.

Elis Regina foi um meteoro que passou na terra, encantou a todos com o seu brilho, sacudiu tudo e foi embora, deixou os palcos em meio aos nossos aplausos e pedidos de bis!

 

Coleção Mulheres Maravilhosas Cora e Elis

O fio Cora é poesia pura. Tudo isso graças ao seu tingimento especial que proporciona um visual lindo e delicado aos trabalhos. Ele é incrivelmente macio e fica lindíssimo em casacos, mantas, golas e roupas infantis para os dias de outono e inverno, são 6 combinações de cores para estimular a sua criatividade.

O fio Elis é um hit, cada novelo tem uma combinação de cor diferente, que resulta em peças únicas, com impressionante efeito degradê. Nenhum trabalho é igual ao outro, mas em todos o sucesso é garantido. Esse fio é um acrílico, com 9 combinações de cores, perfeito para xales, mantas, roupas infantis e adultas.

Você já conhecia esses fios?

Se você quiser saber mais sobre as outras homenageadas da Coleção Mulheres Maravilhosas, leia o post sobre a Lina Bo Bardi e Tomie Ohtake, duas estrangeiras que escolheram ser brasileiras.

LEIA TAMBÉM: Lina Bo Bardi e Tomie Ohtake, duas estrangeiras que escolheram ser brasileiras.

Conta pra gente, qual a sua música preferida da Elis?

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